segunda-feira, 7 de novembro de 2011

run de ogun

imagens de santos e manifestações do candomble














OS ORIXÁS E SUAS ORIGENS
 
      Quando falamos de orixá, falamos de uma força pura, geradora de uma série de fatores predominantes na vida de uma pessoa e também na natureza.


Mas, como surgiram os orixás? Quais as suas origens?

      Quando Olorum, Senhor do Infinito, criou o Universo com o seu ófu-rufú, mimó, ou hálito sagrado, criou junto seres imateriais que povoaram o Universo. Esses seres seriam os orixás que foram dotados de grandes poderes sobre os elementos da natureza. Em verdade, os orixás são emanações vindas de Olorum, com domínio sobre os 4 (quatro) elementos: fogo, água, terra e ar e ainda dominando os reinos vegetal e animal, com representações dos aspectos masculino e feminino, ou seja, para todos os fenômenos e acidentes naturais, existe um orixá regente. Através do processo de constituição física e diante das leis de afinidades, cada ser humano possui 01 (um) ou mais orixá, como protetores de sua vida, a eles sendo destinados formas diversas de culto.
      Um outro aspecto a ser analisado sobre a tradição de orixá e sua origem seria a de que alguns orixás seriam, em princípio, ancestrais divinizados que em vida estabeleceram vínculos que lhes garantiam um controle sobre certas forças da natureza, como o trovão, o vento, as águas doces, ou salgadas, ou então, assegurando-lhes a possibilidade de exercer certas atividades como a caça, o trabalho com metais, ou ainda, adquirindo o conhecimento das propriedades das plantas e de sua utilização.
      O poder axé do ancestral-orixá teria, após a sua morte, a faculdade de encarnar-se momentaneamente em um de seus descendentes durante um fenômeno de possessão por ele provocada.
      A passagem da vida terrestre à condição de orixá aconteceu em momento de paixão como nos mostram as lendas dos orixás.

SAUDAÇÕES:
 
      As saudações são muito importantes, pois é através delas que nós invocamos os orixás.
      Assim, vamos traduzir para vocês “As saudações dos Orixás e seus significados”:


Exu 
Kóbà Láryè 
aquele que é muito falante 
Ogun 
Pàtakorí 
exterminador ou cortador de ori ou cabeça 
Oxossy 
Ará Unse Kòke Ode 
guardador do corpo e caçador 
Xangô 
Kawó-Kábièsilé 
venham ver o Rei descer sobre a terra 
Oxum 
Orà Yè Yé Ofyderímàn 
salve mãezinha doce, muito doce 
Yansã ou Oyá
Èpàrèi 
venha, meu servo 
Omolu e Obaluayê 
Atótóo 
silêncio 
Yemanjá 
Èru Ìyá 
senhora do cavalo marinho 
Oxumaré 
Arrum Bobo(termo Jeje) 
senhor de águas supremas 
Nanã 
Sálùbá 
pantaneira (em alusão aos pântanos de Nanã) 
Oxalá 
Esè Epa Bàbá 
você faz, obrigado Pai 


INICIAÇÃO NO CANDOMBLÉ.

Para saber se uma pessoa precisa ser iniciada ou não, no Candomblé, o Babalorixá ou Iyalorixá consulta o jogo de búzios no merindilogun, onde terá as respostas. Essa é uma das formas de saber. A outra é quando uma pessoa vai assistir uma festa de candomblé e entra emtranse profundo. Esse transe é chamado de "Bolar no Santo" é a declaração em público do Orixá que quer a iniciação de seu filho, nesse caso o babalorixá vai consultar o jogo de búzios para saber qual é o Orixá e suas condições, se pode esperar ou se caso de urgência. Normalmente são feitos acordos com os Orixás para que aguardem até o filho ter condições financeiras e de férias para poder se recolher.
A primeira fase da iniciação ou feitura de santo na nação Ketu é de 21 dias, onde a pessoa fica em retiro longe da vida profana e dafamília, devendo desligar-se de tudo e dedicar-se totalmente aosritos de passagem. Saliente-se que todo o ritual da iniciação não é público. Saliente-se também que essa iniciação só pode ser feita por uma pessoa iniciada, segundo as normas do candomblé só pode transmitir o Axé quem os recebeu de alguém iniciado na obrigação de Odu ijè.
Quanto ao fato da pessoa ser recolhida para ser IaôOgan ou Ekedi, essa questão só é resolvida durante a iniciação. Se a pessoa entrar em transe será um Iaô elegun, se não entrar em transe e for homem, será um Ogan, se for mulher será uma Ekedi.

AXÉ
  
      A palavra Axé é de origem yorubá e é muito usada nas casas de Candomblé. Axé significa "força, poder, realização" mas também é empregada para sacramentar certas frases ditas entre o povo de santo, como por exemplo: Eu digo: - “Eu estou muito bem.” Outro responde: -“Axé!” Esse “axé“ aí dito equivaleria ao "Amém" do Catolicismo ("que Deus permita").
      Mas, o Axé ainda pode significar a própria casa de Candomblé em toda a sua plenitude. Daí, uma Yalorixá também ser chamada de Yalaxé(Iyálàse), ou seja, “Mãe do Axé” ou a pessoa responsável pelo zelo do Axé ou força da casa de Orixá.
      Axé também pode significar “Vida”. E tudo que tem vida tem origem. Chamar a vida é chamar o Axé e as origens. Os Orixás são Axé, os Orixás são Vida.

ODÙ
  
      A palavra odù vem da língua yorubá e significa “destino”. Portanto, odù é o destino de cada pessoa.
      O destino é, na verdade, a regra determinada a cada pessoa por Olodumaré para se cumprir no àiyé, o que muitos chamam de missão. Esta “missão” nada mais é do que o odù que já vem impresso no ìpònríde cada um, constituído numa sucessão de fatos, enquanto durar a vida do emi-okán ou espírito encarnado na terra.



humbanda

Maria Padilha
Rainha das Feiticeiras


A Espanha vivia dias de gloria. O ouro, a prata, vinham das colônias americanas.
Por isso, as festas na corte de Felipe II eram as mais alegres e duravam dias.
O vinho, as castanholas e guitarras, as mais lindas mulheres, alegravam aos nobres católicos.

 
E, no meio de todas as amantes do rei, a mas cobiçada e ardente era Maria Padilha, a rainha dos mouros .
Mas a política racista e fanática de Espanha, exigia a destruição de todos os mouros e de todos os judeus.

A Inquisição, com suas cruzes e fogueiras, seus juízes encapuzados, queria a morte da feiticeira sarracena.

Assim, nas trevas da noite, usando mágicas e ritos secretos, a moura desapareceu sem deixar rastro.

E hoje, passados cinco séculos, seu espírito, amante da alegria, da bebida e do sexo, retorna no mundo encantado e colorido da Umbanda.
Cercada de rosas rubras, vestida de vermelho e negro, ela nos mostrará seu poder, seus segredos antigos.
Araruê, Maria Padilha.
Salve Dona das Rosas, das farras das cortes do Além.

Nome: ExuOrigem: Nigéria

Filiação: Seus pais são Oxalá e Iemanja

Elementos: Fogo

Suporte: Porteiras e encruzilhadas dos caminhos

Domínio: Energia dinâmica de tudo que existe, sexualidade, multiplicação e expansão
Cores: Vermelho e Preto

Colar (guia): Contas vermelhas e pretas

Saudação: Laroiê!

Oferendas rituais: Farofa com dendê e pimenta, carne frita no azeita-de-dendê, charutos, fumo de corda

Bebidas: Aguardente de cana e outros destilados, vinhos tintos.

Animais: Bode, cabra, galinha-d`angola, galo, gato.

Vegetais: Pimenta-malagueta, pimenta-da-costa, perpétua, urtiga branca, urtiga vermelha.

Minério:Ferro.

Metal: Bronze.

Pedras: Rubi e granada.

Números: 3 e seus múltiplos.

Signos zodiacais associados: Gêmeos e Escorpião.

Dia da Semana: Segunda-Feira.

Influência: Os filhos de Exu costumam ser alegres, dinâmicos e atraentes e mostram grande vigor físico e sexual.

Flor: Cravo vermelho.

Fruta: limão-bravo.
 


























 
 

Jamais recusam ajudar os amigos, mas enfrentam com prazer os adversários.
Executam rapidamente suas tarefas e sempre esperam ser bem recompensados por isso adoram pregar peças com suas insolências e suas brincadeiras.

humbanda


Exu
Exu, o principio vital 

Dinâmico como a própria vida, associado á sexualidade, Exu é o mensageiro que liga o mundo dos homens á dimensão dos Orixas.
Primeiro dos filhos de Oxalá, o irreverente Exu representa a energia dinâmica de cada ser vivo, ele é também o mensageiro dos Deuses, o senhor dos caminhos e das oferendas.

 
Uma historia do candomblé conta que certa vez Exu devorou tudo que existia no mundo e depois restituiu tudo multiplicado.

As curas do Senhor Tranca Rua tem uma beleza rará seu Tranca Rua começa onde a medicina para, mais é um fato consumado que ninguém mais ignora para o senhor tranca Rua e um grande vitoria.

É por isso que ele é o primeiro a receber oferenda: para que as leve aos Orixas, e depois as devolva ao mundo dos homens, multiplicados, sob a forma do axé, ou seja, da energia vital do dinamismo e da expansão.
Laroiê seu Tranca Rua!


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Senhora Bombogira
Rainha das magias, encantamentos e feitiçaria. trabalha em magias para o bem e feitiçarias para o mau, são entidade muito poderosas, atrevidas e nada impede delas chegarem aos seus objetivos.
 
São muito vaidosas, com seus lindos vestimentos, muito perfumadas e vem encantar as festas nos terreiros, com suas cantigas setudoras que indicam quem elas são, encantam todos que estão no terreiro, com suas risadas.

Bombogira são entidades ambiciosas que adoram receber presentes, que são rosas, perfumes e jóias. são entidade que dão conta de seus trabalhos seja eles qual for.

Laroiê Bombogira, Laroiê Tata Mulambo.

lendas



Lenda de Oxaguian:

Oxaguian (forma Jovem de Oxalá), filho de Oxalufã, valente e guerreiro, desejava ter um reino a qualquer custo.
Dois reinos vizinhos estavam em guerras, e seus habitantes consultaram os babalaôs sobre o que fazer para conseguir que a paz voltasse a reinar entre os povos.

 
um dos sacerdotes lhes respondeu que eles deveriam oferecer a Oxaguian, O Orixa da paz que vestia-se de branco como uma pomba, a comida que ele mais apreciava: inhame pilado - conta-se, inclusive, que foi Oxaguian (que significa`comedor de inhame pilado`) quem inventou o pilão, para poder prepará-la. e assim os moradores agiram, após as oferendas terem sido entregues, a paz voltou a reinar entre os dois povos.

Oxaguian, então, tornou-se por todos conhecido, e conseguiu seu reino. ainda hoje são oferecidas grandiosas festas a este Orixá, visando fartura durante o ano todo.


Suas Ervas:

Alecrim de caboclo; alecrim de tabuleiro; alecrim do campo; angélica; araçá; barba de velho; baunilha verdadeira; calistemo; fênico; camélia; camomila marcela; carnaúba; cinco folhas; cipócravos; colonia; cravos da índia; erva de bicho; espirradeira; estoraque brasileiro; eucalipto cidra; eucalipto murta; fava de tonca; fava pichurin; folha da fortuna; funho; girassol; golfo de flor branca; guaco cheiroso; hortelã da horta; jasmim do campo; laranjeira; lírio do brejo; malva cheirosa; malva do campo; mamona; manjericão miúdos; manjerona; mastruço; mil em rama; narciso dos jardins; noz de cola; noz moscada; patchuli; poejo; rosa branca; saião; sálvia; sangue de Cristo; umbu. 


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Ogum:
Este Poderoso Orixá é irmão de Oxossi e de Exu, e conhecido como vencedor de todas as demandas, o Deus Guerreiro das frentes de batalha, vencedor de todas as guerras.
De natureza guerreira, segundo a lenda, Ogum deixou a casa de seu pai Oxalá muito moço para aventurar-se nos campos de batalha,
 
sentia-se profundamente atraído pelas guerras de seu envolvimento nas grandes batalhas nasceu o Amor, e do amor o Casamento, Ogum casou-se com Iansã a Deusa guerreira.

Não podia ser diferente para ambos a guerra era uma meta, mais desta vez o amor havia dominado suas vidas e este amor foi tão intenso, tão sublime que Ogum passou a habitar a terra entre os homens acredita-se que quando Olorum criou o mundo, deixou tudo como herança para o homem. este não sabia o que fazer com tudo aquilo diante de si, foi então que surgiu Ogum foi ele quem ensinou o homem a fazer ferramentas agrícolas para cuidar da terra em uma época em que o homem estava indefeso diante das feras selvagens.

Ogum ensinou entre outras coisas como fazer armas de guerras devendo se a ele o conhecimento da forja (confecção de instrumentos de metal) para os povos primitivos os utensílios agrícolas tinham igual ou mais valor que armas de guerra.
por tudo isso Ogum consagrou-se como o Orixá da agricultura, da guerra sendo ele o primeiro a confeccionar objetos o mais antigo dos artistas tornou-se o protetor dos artistas plástico.

A mesma mitologia também fala de Gunocô, uma espécie de criado de Ogum, encarregado de guarda no meio das matas as suas armas e ferramentas agricolas.
No Sincretismo Religioso Ogum e representado como São Jorge.
no entanto a uma variação de origem angolana que o sincretiza como Santo Antônio, mais vale lembrar que dentro do ritual são vários os tipos de Ogum vou citar alguns nomes.
Ogum Já, Ogum Vari, Ogum Omenê, Ogum Xoroque, Ogum Megê, Ogum Cariri, Ogum Tambocê, Ogum Jambam Buru, Ogum Icoce, Ogum Cacumbe, Ogum Rose Mucumbe, Ogum Xubará, e outros. Seja qual for ele é o Senhor poderoso em que sempre podemos cofiar nos momentos mais difíceis.
Ogunhê pata cori Gesso Gessi. SALVE OGUM.



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Oxossi:
É o Orixa Protetor das matas e das caças.Oxossi dança levando Ofá(arco e flecha), chapéu de couro ou adê com penas.Carrega capanga (bolsa de Couro onde guarda a caça).em seu ritual suas cores são Azul Claro e o verde. no sincretismo religioso, Oxossi é representado por São jorge e São Sebastião.
 
Em rituias do Candomble, como Angola, Congo e Caboclo, Oxossi, é conhecido pelos seguintes Nomes:
Mutalombo, Tauamin, Mutacalombo, Cobogira.

Uma Lenda:
Segundo a mitologia, Oxossi não nasceu Orixa. seu antigo nome era Odé, e era casado com Oxum.
Odé foi caçar no dia de Ifá era um importante Orixa, que proibia a todos de caçar em seu dia.

Odé não obedece os pedidos de Oxum(sua esposa) e vai para a mata caçar; depois de muito andar encontra uma grande cobra que era Oxumarê.
A cobra canta para Odé:

`Eu não sou bicho de pena para Odé matar`.
Sem atender, Odé a mata, e a corta em pedaços, colocando-a em sua capanga. ainda assim a cobra continua a catar.
Ao chegar em casa Odé prepara a cobra e a come, enquanto Oxum foge.
Ao voltar no dia seguinte Oxum encontra o marido morto, vendo no chão o rastro de cobra voltando para a mata.
Oxum desespera-se e vai chamar Ifá, que por sua Vez considera o fato e faz desaparecer o corpo de Odé.
Após decorridos sete anos Odé surge como Orixa, possuindo o nome de Oxossi.


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Oxum: 

É reconhecidamente a Deusa mais vaidosa do Candomble. dança sempre repleta de rendas finas, anéis, pulseiras, colares, brincos e uma coroa(Adê).Além de ser a Orixa da riqueza e da vaidade, Oxum e a Deusa dos riachos, cachoeiras; é a divindade do Rio Oxum, localizado na Àfrica. È considerada a dividade mais nova da àguas.
 

Suas cores rituais são o amarelo, dourado e azul claro.

Oxum carrega nas mãos o leque de metal dourado(abebê), arco e flecha(Obé, Ofá).

O arco e flecha que Oxum carrega se deve ao fato de ela ter sido esposa de Oxossi, que é o Orixa da caça. como este a maltratava muito, ela decide morar com Xangô, de quem se tornou a predileta, haja visto que Obá, a primeira esposa de Xangô, encontrava-se velha demais e sem condições de satisfazer o marido.
Podemos encontrar vários tipos de Oxum, tais como:

Oxum Aponda; Oxum ljimim; Oxum Yeyê Okê; Oxum Apará; Oxum Abalô; Aziri ou Tobossi; Miwá.

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Logun Edé:
Unico Orixa Adolescente Logun edé herdou força e beleza do seu Pai Oxossi, rei e caçador e da sua Mãe, a sedutora Oxum. Logun edé durante seis meses por ano vive na floresta mostra ser um caçador tão habil quanto seu Pai Oxossi, e se alimenta dos animais que abate, nos outros seis meses
 
logun assume forma feminina e vive nas Águas doces, como sua Mãe Oxum, alimentando-se de peixes dotado de grande beleza elegancia e poder de sedução, esse Orixá adolescente e Bissexual esta associado a fartura na caça e na pesca, e por extensão a riqueza e a fartura em todas as esferas da atividade humana.

Os filhos e filhas de Logun Edé se caracterizam pela elegância, pela beleza e pelo poder de sedução tambem costumam ser vaidosos ciumentos e de Gênio imprevisivel.

Essas ocilações de temperamento, refletem os traços contraditorios dos pais de Logun edé assim os filhos e as filhas deste Orixa, Adolecente pode ser solidarios individualistas e altivos como Oxossi ou comunicativo e sociaves como Oxum em geral alcançam o sucesso pois contam com a proteção dessas três divindades todas três associadas a fartura e a riquesa. 

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Yemanja:É um ícone muito importante para o povo Nagô. Ela é para eles representada como uma linda mulher que aparece com os seios descobertos, simbolizando a maternidade espiritual. No culto afro-brasileiro é uma das mais lendárias entidades.
 
O mito da água de maior aceitação é Yemanja, cultuada com grandes festas públicas, em especial nas cidades do Rio de Janeiro, Salvador, Aracaju e Porto Alegre.Há varias anos o ritual se repete nas praias do Rio de Janeiro. Milhares de pessoas se reúnem para homenagear a rainha do mar. Na festa do ano que se inicia, os fiéis levam oferendas a deusa em troca de terem seus pedidos atendidos.
Pó de arroz, flores, jóias, perfumes, manjar, mel... tudo é valido para agrada a rainha que enche de graça os filhos seus não há dúvidas de que esta é a maior festa oferecida a Yemanja, embora na Umbanda o dia consagrado em homenagem a ela seja, no Rio de Janeiro, oito de Dezembro e, na Bahia, dois de Fevereiro.
Nas comemorações de Yemanja se ofertam nas ondas do mar pequenos barcos enfeitados com fitas nas cores azul e branca, junto com flores brancas, águas de cheiro, pó de arroz, pente e espelho.
Os devotos deve colocar os presentes na sétima onda do mar quando Yemanja aceita e recebe a oferenda nas regiões de beira-mar, os atabaques de angola louvam e invocam Yemanja, a Rainha do mar.
Nos Candomblés Yemanja aparece vestida com suas cores rituais, que são o azul, rosa e branco. Leva na mão o abebê (leque de metal prateado), e o obé. Na cabeça, tem um adê de franjas de contas cobrindo-lhe o rosto. as contas brancas e transparentes formam sua guia (colar). As pulseiras são de alumínio ou qualquer outro metal branco.
No sincretismo religioso, temos Nossa Senhora da Glória, Nossa Senhora da Conceição, Nossa Senhora do Rosário, Nossa Senhora do Carmo, todas elas personificando a mãe d’agua.
Como curiosidade, verifica-se que Yemanja e lembrada e cultuada a todo momento na Bahia, cujo mar lhe pertence.



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Obaluaê:
O Deus da cura. Rei dos espíritos do mundo material, Obaluaê detém os mistérios da Saúde e da doença, da morte e do renascimento seu nome significa “Rei dos Espíritos do Mundo Material”. 
 
Clara Referencia do poder desse Orixá – Obaluaê é o Deus do mistério, inspira medo e respeito ele esconde seu rosto sobre um vestimento de Palha-da-costa material ligado aos ritos da morte e do sobrenatural.
Sobe a palha – Obaluaê se isola e oculta os segredos da morte e do renascimento da doença e cura.
Ele pode desencadear a varíola e outras epidemias mais também é o Deus da cura carinhosamente chamado de “médico dos pobres”.

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Nana, da terra e da água:
Nana é a mais velha das esposas de Oxalá, Nana é a deusa dos Pântanos e da lama, a mistura de água e terra de onde se originou a vida.
Deusa da felicidade, da vida e da morte.
 
Ela é chamada carinhosamente de “Vovó”, numa referência á sua ternura com as crianças e á sua antiguidade. De fato, em algumas historias do Daomé, sua terra natal, Nanã (ou Nanamburucu) aparece como criadora do mundo, no nível de Oxalá ou mesmo de Olorum, o céu.
No candomblé, Nanã é esposa de Oxalá.
Seu suporte é a lama, a mistura de água e de terra de onde surgiu a vida.
Esta ligada a riqueza, a fertilidade – e também á morte e ao renascimento, pois a terra alimenta os homens e depois os recolhe no seu seio.


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Exu:
Dinâmico como a própria vida. Associado a sexualidade Exu é o mensageiro que liga o mundo dos homens, a dimensão dos Orixás Exu o primeiro dos filhos de Oxalá irreverente Exu representa a energia dinâmica de cada ser vivo, associada a sexualidade e a multiplicação, ele é também o mensageiro dos
 
Deuses, O Senhor dos caminhos e das oferendas, uma historia do candomblé.

Conta que certa vez Exu devorou tudo que existia no mundo e depois restituiu tudo multiplicado.
E por isso que ele é o primeiro a receber oferenda:
Para que as leve aos Orixás e depois as devolva ao mundo dos homens, multiplicadas, sobe a forma do axé, ou seja, da energia vital do dinamismo e da expansão.. 

o gantois

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O GANTOIS
As origens do Terreiro do Gantois vêm do início do século XIX, quando escravas libertas fundaram o primeiro Terreiro Nagô do Brasil, que se chamou Ilê Axé Airá Intile, no bairro Barroquinha em Salvador-BA. Neste Ilê Axé, a mãe-de-santo Iyá Nassô veio iniciar na religião dos orisás. D. Maria Júlia da Conceição Nazareth, a fundadora do Ilê Iyá Omi Axé Iyamassê : o Terreiro do Gantois. As terras onde esse templo seria edificado foram compradas do francês Sr. Gantois, pelo cônjuge de Maria Júlia, o africano Francisco Nazareth de Eta. Mãe Maria Júlia faleceu em 1910. Para continuar seu trabalho os orixás escolheram sua filha, Pulchéria Maria da Conceição, que chegou a ser conhecida na época como "Pulchéria, a grande", por causa de sua altivez e suas atitudes enérgicas. Ela faleceu em 1918 e o terreiro do Gantois passou a ser dirigido, por cerca de quatro anos, por Jacinto Marciano Nazareth, seu irmão. Em 1922, a sobrinha de Mãe Pulchéria, Maria Escolástica da Conceição Nazareth -- Mãe Menininha -, foi escolhida para assumir as funções de Iyalorixá do Terreiro. Por sua solidariedade, sabedoria, bondade e energia, Mãe Menininha do Gantois foi o mito da história desta religião. Inúmeras foram (e ainda são) as justas homenagens prestadas a essa deusa, que levou ao mundo inteiro a cultura de seus antepassados. Depois de Mãe Menininha, falecida em 13 de agosto de 1986, assumiu a direção do Terreiro do Gantois Cleusa Millet, sua filha mais velha. A missão de continuar o trabalho de um mito foi uma grandiosa tarefa para a Iyalorixá, que realizou ainda mais obras civis e sociais, engrandecendo a história dessa casa. Mãe Cleusa passou para o mundo do Orum recentemente, em 18 de outubro de 1998. Desde então o Gantois vem cumprindo o de luto de três anos. Durante este período, várias atividades sociais e religiosas da casa têm permanecido suspensas, principalmente as cerimônias abertas ao público. Só depois deste tempo é que a casa, que fica no Alto do Gantois, no bairro da Federação, em Salvador, Bahia, voltará a realizar todas as suas funções.